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Sexta-feira, 14 de Junho de 2024
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EUA dizem que manterão apoio a Israel após ataque a refugiados

Casa Branca afirma que o país vai aguardar investigação israelense sobre bombardeio que matou pelo menos 45 palestinos

Chicâo Pvh Francisco Murcia
Por Chicâo Pvh Francisco Murcia
EUA dizem que manterão apoio a Israel após ataque a refugiados
Wikimedia Commons.
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John Kirby, secretário de imprensa do Pentágono

“Os israelenses vão investigar. Teremos grande interesse no que eles encontrarem nessa investigação”, diz o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby (foto).

O presidente dos EUA, Joe Biden (Partido Democrata), não vai alterar sua política em relação a Israel depois do ataque em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, que deixou mais de 40 mortos. A informação foi dada na 3ª feira (28.mai.2024) pelo porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby. 

“Como resultado deste ataque de domingo [26.mai], não tenho quaisquer alterações políticas para discutir. Simplesmente aconteceu”, disse Kirby a jornalistas, citado pela CNN. “Os israelenses vão investigar. Teremos grande interesse no que eles encontrarem nessa investigação. E veremos para onde vai [a situação] a partir daí”, acrescentou.

A ICJ (Corte Internacional de Justiça, na sigla em inglês) determinou na 6ª feira (24.mai) que Israel interrompa parte de suas operações militares em Rafah. Desde então, as FDI (Forças de Defesa de Israel) realizaram pelo menos 13 ataques na Faixa de Gaza.

Só em Rafah foram pelo menos 4 ataques, sendo 1 no sábado (25.mai), que atingiu o campo de refugiados de Shaboura e áreas próximas ao hospital do Kuwait, localizado na região. Os outros 3 foram realizados no domingo (26.mai): 1 em Khirbat al-Adas, 1 no centro de Rafah e 1 no campo para desabrigados no bairro de Tel Al-Sultan, a oeste do território.

Pelo menos 45 pessoas morreram e 249 ficaram feridas em decorrência dos ataques de domingo (26.mai) no campo para desabrigados. Barracas instaladas no local pegaram fogo depois da investida israelense. O bairro de Tel Al-Sultan é designado especificamente para os refugiados.

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Os EUA são um dos principais aliados de Israel. Mas Biden vem se mostrando preocupado com as ações de Tel Aviv em Rafah, onde milhares de civis palestinos se abrigaram desde o começo das operações no enclave palestino, em outubro.

O presidente norte-americano declarou, em 8 de maio, que suspenderia o envio de armas para Israel caso Tel Aviv ordenasse uma grande invasão a Rafah, que atingisse pontos em que estão os civis.

Segundo Kirby, as ações de Israel em Rafah, até agora, não representaram uma operação terrestre em grande escala. Ele citou que não houve a entrada de milhares de soldados na cidade.

“Se isso ocorrer, pode ser que ele [Biden] tenha de tomar decisões diferentes em termos de apoio. Não vimos isso acontecer até o momento”, disse Kirby.

As FDI apresentaram na 3ª feira (28.mai.2024) sua versão para o ataque em Rafah no último domingo (26.mai). O país argumenta que a quantidade de munição usada na investida não é suficiente para causar o incêndio que atingiu o acampamento de refugiados.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chegou a admitir um “erro trágico” na operação militar. Agora, Israel sugere que uma explosão secundária, possivelmente de um depósito de armas, teria iniciado o fogo.

O porta-voz das FDI, Daniel Hagari, explicou em uma entrevista a jornalistas que o ataque foi direcionado a uma “estrutura fechada” distante do acampamento, onde oficiais do Hamas estavam supostamente escondidos.




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FONTE/CRÉDITOS: PODER360
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