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Quarta-feira, 22 de Maio de 2024
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México levará Equador à Justiça internacional por invasão de sua embaixada

Medida foi condenada por diversos países das Américas

Chicâo Pvh Francisco Murcia
Por Chicâo Pvh Francisco Murcia
México levará Equador à Justiça internacional por invasão de sua embaixada
Rodrigo Buendia / AFP
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Equador invadiu embaixada do México

Equador invadiu embaixada do México 

 

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"A partir de amanhã, estamos indo à CIJ onde estamos apresentando este triste caso [...] Acreditamos que podemos vencer este caso rapidamente", disse Bárcena. O objetivo do México é que a CIJ "ordene ao Estado do Equador que repare o dano", acrescentou.

A escalada diplomática entre os dois países atingiu o ápice na noite de sexta-feira, quando policiais equatorianos invadiram a embaixada mexicana em Quito para capturar Glas, acusado de corrupção e refugiado lá desde dezembro alegando perseguição política.

Horas antes, o ex-vice-presidente de 54 anos havia recebido asilo político. Após a invasão, o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, declarou na mesma noite de sexta-feira a imediata ruptura de relações.

O modo de agir do governo do Equador foi "prepotente e vergonhoso", escreveu o presidente mexicano na noite de domingo na rede social X.

A invasão policial à embaixada, sem precedentes na história recente, foi condenada por diversos países das Américas, Espanha e União Europeia, bem como por organismos como a ONU e a OEA.

A Nicarágua também rompeu relações com o Equador, acusado de não ter respeitado "a inviolabilidade" das instalações diplomáticas consagrada na Convenção de Viena de 1961.

"A partir de amanhã, estamos indo à CIJ onde estamos apresentando este triste caso [...] Acreditamos que podemos vencer este caso rapidamente", disse Bárcena. O objetivo do México é que a CIJ "ordene ao Estado do Equador que repare o dano", acrescentou.

A escalada diplomática entre os dois países atingiu o ápice na noite de sexta-feira, quando policiais equatorianos invadiram a embaixada mexicana em Quito para capturar Glas, acusado de corrupção e refugiado lá desde dezembro alegando perseguição política.

Horas antes, o ex-vice-presidente de 54 anos havia recebido asilo político. Após a invasão, o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, declarou na mesma noite de sexta-feira a imediata ruptura de relações.

O modo de agir do governo do Equador foi "prepotente e vergonhoso", escreveu o presidente mexicano na noite de domingo na rede social X.

A invasão policial à embaixada, sem precedentes na história recente, foi condenada por diversos países das Américas, Espanha e União Europeia, bem como por organismos como a ONU e a OEA.

A Nicarágua também rompeu relações com o Equador, acusado de não ter respeitado "a inviolabilidade" das instalações diplomáticas consagrada na Convenção de Viena de 1961.

Bárcena também disse que eles estabeleceram uma "pausa" nas conversas sobre comércio internacional.

O México e o Equador estavam negociando um tratado de livre comércio como condição para que o país sul-americano possa ingressar na Aliança do Pacífico, bloco formado também por Colômbia, Chile e Peru, e assim ter acesso ao mercado asiático. No entanto, Quito mantém negociações diretas com a China e outros países deste continente.

Tensões

A crise diplomática começou na quarta-feira, quando López Obrador estabeleceu um paralelo entre a violência que marcou a campanha presidencial equatoriana de 2023, durante a qual o candidato Fernando Villavicencio foi assassinado, e a criminalidade que ocorre no México em relação às eleições de 2 de junho.

Segundo o presidente mexicano, o crime de Villavicencio criou um "ambiente de violência" que fez a candidata de esquerda Luisa González cair nas pesquisas e o candidato Daniel Noboa crescer, resultando em sua vitória.

Quito declarou na quinta-feira a embaixadora mexicana como pessoa "non grata", e López Obrador respondeu na sexta-feira concedendo asilo a Glas. Noboa classificou essa proteção como um "ato ilícito" e defendeu a operação, alegando um "abuso das imunidades e privilégios" concedidos à missão diplomática.

Glas, que foi vice-presidente durante o governo de Rafael Correa (2013-2018), apareceu neste sábado com o rosto contorcido enquanto é conduzido com as mãos algemadas por guardas.

Ele foi transferido para uma prisão de segurança máxima em Guayaquil (sudoeste) conhecida como "La Roca" (A Rocha), segundo fontes no governo.

Correa, exilado na Bélgica desde 2017 e condenado à revelia a oito anos de prisão por corrupção, descreveu os eventos de sábado como uma "loucura" e afirmou que Glas "está com dificuldades para andar porque foi espancado".

O México, que por um século recebeu perseguidos políticos de diferentes países, só havia rompido relações com a Espanha de Francisco Franco, o Chile de Augusto Pinochet e a Nicarágua de Anastasio Somoza.

 

 
FONTE/CRÉDITOS: AFP
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